Caros membros dos órgãos de comunicação social,
Bem vindos à conferência de imprensa do XVIII
Festival Internacional de Música de Macau. O festival, organizado pelo
Instituto Cultural do Governo da R.A.E. de Macau (FIMM), realizar-se-á
entre 8 e 31 de Outubro de 2004, integrando 15 programas diferentes num
total de 20 apresentações subordinadas ao tema ¡§Melodias Áureas,
Romantismo de Macau e contando com um leque de grupos e artistas do mais
alto nível, da China e do estrangeiro.
À medida que Macau entre numa nova era de
prosperidade, o multiculturalismo formado por mais de quatrocentos anos
de intercâmbio e fusão entre as culturas chinesa e ocidental, assumiu um
novo significado. Consentânea com esta característica, esta edição do
Festival Internacional de Música de Macau procurará, mais uma vez, abrir
novas fronteiras através da apresentação de música oriental e ocidental,
clássica e contemporânea, internacional e étnica, mantendo um elevado
nível de qualidade. Seja uma grande ópera, um magnífico concerto coral
ou uma peça requintada de música de câmara, cada item do programa foi
sujeito a um cuidadoso processo de selecção. Este ano, o FIMM reúne o
pianista de renome internacional Jean-Yves Thibaudet, a violinista
japonesa Akiko Suwanai, o grupo português de jazz Maria João e Mário
Laginha, num concerto organizado em parceria com o Instituto Português
do Oriente, e o internacionalmente famoso barítono chinês Liao Chang
Yong, assim com muitas outras estrelas da cena musical internacional, as
quais farão certamente as delícias do público.
Ao longo dos anos, o programa de ópera do festival
tem sido muito bem acolhido pelo público. A tradição de realizar um
grande espectáculo de ópera no festival tem assim, na presente edição,
continuidade. A ópera escolhida para esta edição é a versão mais popular
da tragédia de Shakespeare ¡§Romeo e Julieta¡¨, de Charles Gounod. O
espectáculo será produzido em colaboração com a Opéra de Nice, que
fornece os cenários, o guarda-roupa e a iluminação, assegurando que o
público possa desfrutar plenamente do charme europeu desta obra do
compositor francês. Este ano marca também a participação da Orquestra de
Macau, pela primeira vez, numa produção operática do FIMM.
Enquanto que a ópera permanece com a principal
atracção do FIMM, este ano procurámos proporcionar uma programação mais
variada e inovadora e para tal recorremos, pela primeira vez no género,
aos palcos americanos. Esta incursão resultou na inclusão do musical
¡§Chicago¡¨ no programa do FIMM. Os musicais floresceram através do séc.
XX e gozam ainda de uma grande popularidade. Contudo, devido à grande
escala e ao investimento necessário para produzir um musical, o público
de Macau não tinha ainda podido desfrutar deste tipo de espectáculo na
sua própria cidade. Após dois anos de aturada preparação, o Instituto
Cultural, em colaboração com a conhecida companhia americana Barkley
Kalpak Productions, Inc, apresenta este aplaudido musical que certamente
proporcionará uma experiência artística inesquecível. A produção de um
musical em Macau constituirá também uma prova para o desenvolvimento
futuro do seu mercado cultural.
Enquanto que o principal polo de atracção do XVIII
FIMM é a música clássica, a Organização procurou oferecer também eventos
que agradem a apreciadores de música de várias idades. Assim, o FIMM
convidou Frances Yip, uma das cantoras mais populares de Hong Kong a
cantar canções clássicas chinesas, em mandarim e cantonense, acompanhada
da Orquestra Chinesa de Macau. As Ding Sisters, cantoras talentosas com
muito sucesso junto do público jovem, darão também um concerto nas
Ruínas de S. Paulo. O cantor americano Peter Yarrow, famoso nos anos 60
e 70, membro do icónico grupo Peter, Paul and Mary, levarnos-á, através
das suas canções sobre o amor e a vida, a esses tempos mais simples e
idealistas.
Algumas pessoas dizem que a arquitectura é a
música em movimento. Ao longo dos anos, o património arquitectónico rico
e único de Macau tem constituído um recurso inexorável e valioso para o
FIMM. 2004 é o Ano de Conservação do Património Cultural de Macau e
assim, as fortalezas, as praças públicas e as igrejas desempenharão
ainda um papel mais importante no decorrer do FIMM, proporcionando ao
público a oportunidade de experimentar a combinação única da música e da
arquitectura histórica. Em resposta a pedidos do público, os bilhetes
para algumas dos espectáculos realizados em igrejas terão o preço
simbólico de MOP 30, e cujo produto será destinado à protecção e
reparação de objectos religiosos.
O FIMM tem como objectivo atrair visitantes de
Hong Kong, da China Continental e do exterior. Segundo o quadro de
cooperação regional ¡§9+2¡¨, o Instituto Cultural do Governo da R.A.E. de
Macau tem incrementado a promoção na China Continental e em Hong Kong,
obtendo também o apoio e a colaboração da Rádio Nacional da China, da
Rádio de Cantão (The Voice of Music), da Rádio Económica de Zhuhai, do
Guangzhou Daily e da Hong Kong Metro Broadcast Corporation, que irão
promover o FIMM junto das suas respectivas audiências. A Direcção dos
Serviços de Turismo colabora também na promoção internacional do FIMM,
através das suas 13 representações internacionais. Gostaria de
aproveitar esta oportunidade para exprimir a sincera gratidão do
Instituto Cultural por todos os que ajudaram a promover o FIMM, em
particular, pelos que estão aqui presentes, por toda a ajuda que as suas
organizações providenciaram: o director da Rádio de Cantão, Sr. Bai
Ling; o Presidente do Conselho de Administração da Metro Broadcasting
Corporation, Sr. Kam Kwok Leung e à Vice-Presidente da Direcção dos
Serviços de Turismo, Maria Helena de Senna Fernandes.
Gostaria de comunicar aos representantes dos
órgãos de comunicação social a convicção do Instituto Cultural de que
Macau tem desenvolvimento futuro florescente à sua frente.
Empenharnos-emos na acção cultural como meio de melhorar a qualidade de
vida e o entendimento cultural dos residentes de Macau. Continuaremos
também a organizar vários wokshops e master classes durante o FIMM com o
objectivo de promover os laços de Macau com o exterior e de promover a
cultura e a educação. Espero que o XVIII Festival Internacional de
Música de Macau não constitua apenas uma experiência deleitante e
enriquecedora para uma vasta audiência, mas que se torne também numa
grande reunião de apreciadores de música precursora do desenvolvimento
cultural futuro da cidade.
O sucesso do Festival Internacional de Música de
Macau depende, em grande parte, do apoio e colaboração de cada um dos
órgãos de comunicação social. Gostaria de aproveitar esta oportunidade
para agradecer antecipadamente a vossa valiosa e necessária colaboração.
Muito obrigada.
(End)