19, 20, 25, 26/3 (Sábado, Domingo,
Sexta-feira, Sábado)
Museu de Macau – Auditório
IV Mostra
Internacional de Arte Vídeo de Macau

“O Poder da Criatividade”
Curador: Hanspeter Ammann (Suíça)
Parte I (**)
1. Sliding Whites (Brancos
Deslizantes), de Eric Siu Chi-Man (Hong Kong, 2003, 8’ 40”)
2. Bataille (Batalha), de
Nicolas Provost (Bélgica, 2003, 7’22”)
3. Through a Lens (Através de Uma
Lente), de Michael Croft (Reino Unido/ Tailândia, 2004, 3’03”)
4. Triplet (Trio), de Amy
Caron (EUA, 2003, 7’)
5. Hate (Ódio), de Chawit
Waewsawangwong (Tailândia, 2004, 2’13”)
6. 10 Night Rehearsal Notes (Notas
de Ensaio de 10 Noites), de Ong Yong-Lock (Hong Kong, 2003, 4’)
7. Warning Petroleum Pipeline
(Aviso: Oleoduto de Petróleo), de Jan van Nuenen (Holanda,
2004, 4’50”)
8. I (Eu), de Poom Rattavisit
(Tailândia, 2004, 3’20”)
Parte II (**)
9. Das Nächste Mal (A Próxima Vez),
de Corinna Schnitt (Alemanha, 2003, 6’)
10. Videosagen 2 (Lendas do Vídeo 2),
de Ariane Andereggen (Suíça, 2004, 9’35”)
11. Cultural Quarter (Instalação
Cultural), de Mike Stubbs (Reino Unido, 2003, 10’21”)
12. A Cup Of Tea (Uma Chávena de Chá),
de Maurice Lai (Hong Kong, 2003, 10’)
13. Princess Cheung Ping (Princesa
Cheung Ping), de Kong Kee (Hong Kong, 2004, 6’14”)
14. Frantic (Frenético), de Jung-Chul
Hur (Coreia do Sul, 2004, 5’21”)
(**) Grupo B – Não aconselhável a menores de 13
anos.
(i) “O Poder da Criatividade”
- Sliding Whites (Brancos Deslizantes),
de Eric Siu Chi-man (Hong Kong, 2003, 8’40”)
Sliding Whites é um trabalho poético com coincidência e estrutura;
quase como um trabalho de pesquisa, procura analisar a relação entre o
movimento humano e uma estrutura técnica (o monitor de televisão neste caso).
É muito agradável observar os movimentos elegantes e em constante mudança. O
autor seduz-nos, com êxito, a ouvir as suas rimas poéticas em branco.
O artista afirma:
“O branco enquanto cor é apenas um conceito fluido. Branco de gelo, branco de
papel, branco de leite, branco de nuvem... branco de ar, líquido e sólido, os
brancos são todos diferentes e cada um possui propriedades únicas. A fusão de
Materiais e Olhos revela a veracidade das cores. Sliding Whites – uma
experiência sobre as células de TV, a representação da cor e a originalidade
da imagem digital.”
- Bataille (Batalha), de Nicolas
Provost (Bélgica, 2003, 7’22”)
De acordo com a opinião de cinéfilos de todo o mundo, o filme Rashomon
(1951) de Kurosawa pertence ao top ten absoluto dos clássicos do
cinema. Este filme conta, de diferentes perspectivas, a história de uma mulher
a ser violada e de um homem a ser assassinado. As magníficas imagens a preto e
branco expressam a visão do autor sobre as possibilidades narrativas do cinema
e o papel e posição do espectador experiente e observador. Particularmente
devido a estes aspectos e a um uso poderoso da simplicidade, Rashomon
permaneceu uma fonte permanente de inspiração para realizadores e outros
artistas.
Com Papillon d'Amour e Bataille, Nicolas Provost junta-se aos
entusiastas. Faz uso do material original com as imagens espelhadas num eixo
longitudinal, o qual produz uma sequência de novas e associativas imagens. As
personagens são transformadas em novas formas de vida com capacidades
miraculosas que desafiam as leis da gravidade. Ao mesmo tempo, Provost mantém
o espectador (que conhece, ou não, o filme original e a história) à sua mercê.
O impulso do espectador para interpretar a nova representação como uma
história é encorajado pela manutenção subtil de resíduos da narrativa de
Kurosawa. Uma banda sonora poderosa, evocativa e que serve de suporte assegura
que o resultado global seja ainda melhor. A música é da autoria de Autechre.
Netherlands Media Art Institute
- Through a Lens (Através de Uma Lente),
de Michael Croft (Reino Unido/ Tailândia, 2004, 3’03”) Uma
interacção com a arquitectura pode ser uma metáfora para o aspecto do processo
criativo, que nos deixa sobretudo espaço para sonhar.
A questão – a orientação – é pessoal. Após um início arbitrário,
encontramo-nos suspensos na inevitabilidade do final. O corpo humano pode, ao
esticar-se, aludir a um espaço que se alarga lateralmente – paralelamente ao
plano digital – com vislumbres que possivelmente respeitam a direcções
aleatoriamente tomadas e um apontar de dedo àqueles que vaticinam o mesmo.
O executante engrenou intuitivamente nos segredos contidos num pormenor de um
fresco de um templo tailandês, mas o espectador apenas tem acesso esta
informação mais tarde.
- Triplet (Trio), de Amy Caron
(EUA, 2003, 7’)
Triplet foi inspirado, em primeiro lugar, na partitura, uma composição
que incorpora sons invertidos. O vídeo joga com as ideias simples do movimento
para a frente e para trás e das velocidades rápida e lenta à medida que as
bailarinas, que partilham uma identidade, se interligam pelos ritmos e pelo
espírito. Existe uma sincronização entre a música rápida de estilo indiano e
os movimentos do trio de irmãs que predizem todos os movimentos de cada uma.
Este vídeo interpreta a ideia da ligação como um laço espiritual que está para
além das áreas lógicas do tempo e do espaço, ou seja, que se projecta para
mundos de hereditariedade e magia. A criação de Triplet foi uma autêntica
proeza técnica pelo seu baixo custo. O vídeo foi rodado, coreografado,
interpretado e editado por Amy Caron com um orçamento de 30 dólares americanos.
- Hate (Ódio), de Chawit
Waewsawangwong (Tailândia, 2004, 2’13”)
Uma das emoções que influenciam o nosso comportamento é o ódio. Quando o nosso
ódio por alguém atinge um nível elevado, podemos por vezes perder o
autocontrole. Neste filme, tento mostrar como este sentimento pode manipular
as acções. A imagem representa o comportamento enquanto a música representa os
pensamentos e sentimentos. Os dois podem por vezes contradizer-se. Quando as
nossas emoções dominam sobre os nossos corpos somos levados a acreditar que
todas as nossas acções se encontram justificadas.
Música: Norathep Maseang
- 10 Night Rehearsal Notes (Notas de
Ensaio de 10 Noites), de Ong Yong-lock (Hong Kong, 2003, 4’)
Um fragmento de memórias íntimas é encontrado, perdido num local abandonado,
de onde um corpo abalado tenta ousadamente escapar. Antes de poder fugir, um
fogo abrasador acende-se e reduz tudo a cinzas.
- Warning Petroleum Pipeline (Aviso:
Oleoduto de Petróleo), de Jan van Nuenen (Holanda, 2004, 4'50”)
Uma desoladora paisagem desértica transforma-se lentamente num mundo futurista
industrializado. Esculturas de máquinas ramificam-se em mecanismos ainda mais
complexos de cujo ritmo é criada a alucinante banda sonora.
- I (Eu), de Poom Rattavisit
(Tailândia, 2004, 3’20”, em inglês com legendagem em chinês)
Em 1641, René Descartes escreveu um livro intitulado “Meditações sobre a
Filosofia Primeira”. Trata-se de uma colecção de seis meditações na qual
rejeita todas as crenças não provadas e teoriza sobre aquelas que são certas.
Na sua segunda meditação, Descartes tenta confirmar a existência própria de
cada um. Descartes alega se tem consciência e é apto para pensar, logo existe,
enquanto tudo o resto à sua volta não. Contudo, esta afirmação é feita de um
ponto de vista humano. Saberemos verdadeiramente e com certeza que as “outras
coisas” não possuem consciência? Quando olhadas de uma outra perspectiva,
estas podem ser vistas como tendo também uma alma. Presentemente, não existem
provas de tal teoria nem, ao mesmo tempo, nada que a possa negar. De facto, é
mais uma noção. Tem apenas que se acreditar.
- Das Nächste Mal (A Próxima Vez),
de Corinna Schnitt (Alemanha, 2003, 6’, em inglês com legendagem em
chinês)
Uma cena idílica num dia de Verão. Um rapaz e uma rapariga estão estendidos na
relva, à sombra de uma exuberante árvore em flor. São jovens e, assim, a sua
amizade ainda oscila entre as brincadeiras de criança e os desejos dos adultos.
Usam uma linguagem estranhamente adulta. O rapaz diz que ela é bonita e
pergunta-lhe se não poderiam tornar-se mais “românticos”, ao que a rapariga
responde dizendo que ele é um sedutor, rindo-se e evitando uma resposta
directa. Escutam o bater do coração de cada um. Os ruídos que ouvimos quando o
fazem poderiam facilmente ser o som das suas hormonas em tumulto. Com pássaros
a chilrear ruidosamente, a banda sonora restante sublinha enfaticamente a
atmosfera de pinturas rococó. Correndo e brincando na relva, os jovens
eventualmente desanuviam a tensão mas transgridem as fronteiras dos seus
campos elísios privados. Quanto mais a câmara se afasta para os manter dentro
da objectiva, mais mostra o mundo que os rodeia.
Netherlands Media Art Institute
- Videosagen 2 (Lendas do Vídeo 2), de
Ariane Andereggen (Suíça, 2004, 9’35”, em alemão com legendagem em inglês e
chinês)
Videsosagen 2 explora o espírito e a verdade intrínseca de lendas suíças.
Morte e Natureza, leis da vida e do amor. A artista efectuou uma larga
pesquisa lendo sobre mais de 200 lendas antes de começar a rodar e a editar o
filme. Narrado quase de uma forma seca, esta mima-nos com imagens inesperadas
dos vales, dos céus e das neves da Suíça.
A artista afirma:
Imagens e lendas são iguais. Coloquei-me a mim mesma num estado inquietante e
estranho ao ler assustadoras lendas é fábulas suíças. A seguir, percorri com a
minha câmara de vídeo a Suíça, sempre próximo dos subúrbios de pequenas
cidades suíças. Gravei tudo o que parecesse lendário, incrível, sinistro ou
apenas assustador. Isto significa que não procurei imagens mas que antes as
lendas vieram ter com as minhas imagens. As imagens-fragmentos são
cuidadosamente seleccionadas de entre todos os factos suspeitos e assim
possuem uma agradável interacção anti-narrativa em relação a várias fantasias
do espectador. Esta imagem-símbolos liga-se facilmente à voz do narrador e
cria por sua vez um novo conteúdo. A maior parte destas lendas descreve
incidentes ou ocorrências curtas. Existe um demónio esfomeado que come o seu
próprio calcanhar, um homem em chamas numa caixa de ferramentas, uma criatura
de pesadelo chamada “Toggeli”, um cavalo sem cabeça, procissões de pessoas
mortas, almas penadas e mais coisas e criaturas assustadoras. É importante
saber que a origem destes relatos é a miséria material e as circunstâncias
ameaçadoras nos Alpes e não um romantismo psicológico de montanhistas
radiantes.”
- Cultural Quarter (Instalação
Cultural), de Mike Stubbs (Reino Unido, 2003, 10’21”)
Cultural Quarter apresenta as relações de observação entre a cidade e
os seus cidadãos enquanto levanta questões éticas sobre vigilância,
contemplação e o comportamento humano. Expõe algumas das lacunas entre os
sonhos dos construtores e a percepção dos cidadãos do significado do espaço
cultural e de como este deve ser utilizado.
- A Cup of Tea (Uma Chávena de Chá),
de Maurice Lai (Hong Kong, 2003, 10’)
Uma noite, um grupo de quatro dançarinos encontra-se imprevistamente a
trabalhar numa casa de chá local. Entra em cena uma bela rapariga loura que
depressa se torna no seu objecto de desejo...
- Princess Cheung Ping (Princesa
Cheung Ping), de Kong Kee (Hong Kong, 2004, 6’14”, em chinês com legendagem em
inglês)
Trata-se de um trabalho de animação que utiliza uma atitude diferente para
expressar a impressão do autor sobre a ópera chinesa – Princesa Cheung Ping,
uma dramática história de amor ao jeito de “Romeu e Julieta”. “Princesa Cheung
Ping” tenta embeber a linguagem dinâmica da ópera chinesa com elementos
visuais.
- Frantic (Frenético), de Jung-Chul
Hur (Coreia, 2004, 5’21”) As imagens deste filme provêm de uma cidade
costeira na Tailândia chamada Bang Poo. O local é muito conhecido por ter uma
abundância de gaivotas migratórias e gaivinas. É também um destino turístico
popular famoso pelos seus restaurantes de marisco.
As imagens foram modificadas digitalmente e duplicadas, através de imagens
espelhadas, aludindo a um todo caleidoscópico. No início, nós, os espectadores,
podemos antecipar imagens de movimentos de pássaros. Contudo, pouco depois, a
imagem dos pássaros começa a criar um turbilhão visual. O espectador depara-se
com um bombardeamento massivo destas imagens. As imagens aproximam-se então da
fronteira da legibilidade. O sons foram gravados ao mesmo tempo que as imagens
foram filmadas. Os sons dos pássaros e as vozes das pessoas que observam os
pássaros misturam-se. Os espectadores tailandeses compreenderão que algumas
vozes no filme são de crianças a gritar principalmente sobre comida como se
estivessem num frenesim de alimentação, tal como os pássaros. Sons de pássaros
frenéticos misturam-se com vozes humanas sincronizando-se com as imagens
caleidoscópicas.
O filme faz uma abordagem favorável ao tema possibilitando ao espectador
identificar-se com a sua actividade frenética.
(ii)
Mostra de Vídeo Português
Co-organizada com a Videoteca da Câmara Municipal de Lisboa
(Portugal)
Curadora: Lurdes Lopes
Coordenador Geral: António Cunha
Parte I (*)
1. Guitarra Com Gente Lá Dentro, de
Edgar Pêra (2003, 13’27”)
2. Amália Por Nós, de Rita Nunes
(1998, 5’)
3. Uma Linha Vertical e Duas Mãos, de
Pedro Sena Nunes (2004, 12’40”)
4. Abraço do Vento, de José Miguel
Ribeiro (2004, 2’34”)
5. Em Fátima Rezei Por Ti, de Gonçalo
C. Luz (1999, 17’24”)
Parte II (*)
6. 5 Cm Para a Morte, de Claúdia
Bandeira (2003, 3’14”)
7. Clareira, de Sandra Dias (2001,
4’10”)
8. Eskynas Agudas, de Edgar Pêra
(1999, 10’40”)
9. Selfportdate, de Nuno Maya
(2002, 1’20”)
10. Eye Spy, de Alex Mendes e
Lena Silva (2003, 4’05”)
11. Who´s There?, de Pedro
Azevedo (2002, 9’30”)
12. Remains, de Sandro Aguilar
(2002, 12’24”)
13. Keep Mooving 2, de Edgar
Pêra (2004, 5’50”) – Estreia Mundial
(*) Grupo A – Para todos.
(**) Grupo B – Não aconselhável a menores de 13 anos.
19/3
16:30 horas: “O Poder da Criatividade” Parte I (inclui apresentação pelo
curador)
18:00 horas: “O Poder da Criatividade” Parte II (inclui apresentação pelo
curador) 20/3
16:30 horas: “Mostra de Vídeo Português” Parte I (inclui apresentação
pela curadora)
18:00 horas: “Mostra de Vídeo Português” Parte II(inclui apresentação
pela curadora) 25/3
20:00 horas: “O Poder da Criatividade” Parte I
21:15 horas: “Mostra de Vídeo Português” Parte I
26/3
16:30 horas: “Mostra de Vídeo Português” Parte II
17:45 horas: “O Poder da Criatividade” Parte II
(ii) Mostra de Vídeo Português
- Guitarra Com Gente Lá Dentro, de
Edgar Pêra (2003, 13’27” – em português, com legendagem em inglês e chinês)
“Guitarra Com Gente Lá Dentro” é mais um filme da Grande Saga Sudwestern e tem
dois pontos de partida: a voz de Carlos Paredes em discurso directo com o
público do auditório Carlos Alberto (1984) e a música de Tó Trips-Dead Combo (editada
no CD de homenagem a Paredes) , cruzamento bastardo de western e fado. Relatos
sobre as origens do fado têm eco num Portugal Paralelo em que cowboys e
índios são os desempregados...
- Amália Por Nós, de Rita Nunes
(1998, 5’- em português, com legendagem em Inglês e Chinês)
Sobre “Barco Negro“, cantado por Amália, desfilam dezenas de pessoas que
cantam esta mesma música em playback: Amália, voz do povo.
- 1 Linha Vertical e 2 Mãos, de Pedro
Sena Nunes (2004, 12’40”- em português, com legendagem em chinês)
Tenho uma imagem antiga, intemporal, que guardo como se guardaram as guitarras,
em caixas com autocolantes na tampa. É a imagem de uma guitarra portuguesa
abraçada a um homem. As suas mãos estão encostadas à guitarra e segredam-lhe:
“Quem me tira uma guitarra bem gemida, tira-me tudo."
Duas músicas. O som das imagens. A magia de um homem. Palavras espalhadas,
descartadas, perdidas no encanto dos movimentos perpétuos de Carlos Paredes.
- Abraço do Vento, de José Miguel Ribeiro
(2004, 2’34”)
Num mundo onde o ferro e a terra se fundem criando cidades inesperadas, o
vento sopra a vida por entre as folhas abraçando todo o devir, no ciclo eterno
do renascer...
- Em Fátima Rezei Por Ti, de Gonçalo C.
Luz (1999, 17’24” – Em português, com legendagem em inglês e chinês)
Filme experimental sobre o 13 de Maio no Santuário de Fátima e a crença na
aparição da Nossa Senhora. Trabalho reflectido sobre a figura católica, a fé e
o seu ritual.
- 5 Cm Para a Morte de Claúdia Bandeira
(2003, 3’14”)
A vida por um fio de navalha. Uma reflexão da proximidade da vida entre a
morte e o amor.
- Clareira de Sandra Dias (2001, 4’10” –
em inglês, com legendagem em chinês)
Dois homens esperam, num mesmo lugar (uma plataforma de esqui) , ao mesmo
tempo, por alguém que acaba por nunca chegar. Minutos mais tarde, os dois
homens recordam a situação de espera dentro do elevador, descendo a plataforma.
Nota da Autora:
Após uma visita à Polónia, fortemente impressionada por um país aparentemente
parado no tempo e com uma memória recente de violência, guerra e repressão,
concebi e dirigi este filme baseando-me em memórias e impressões recolhidas
nesse país. Vídeo construído a partir da memória que tenta reconstruir um
lugar / espaço sob diferentes formas de olhar, como um rasto de marcas
substituído por imagens.
- Eskynas Agudas de Edgar Pêra (1999,
10’40” – em português, com legendagem em chinês)
Estudo Cinétykos prelyminares. Protofilme inspyrado no I – Ching: kada lado da
eskyna reprezenta um trigrama do Livro das Mutações.
- Selfportdate de Nuno Maya (2002, 1’20”)
Selfportdate percorre em apenas um minuto as transformações de um rosto ao
longo de um ano.
- Eye Spy de Alex Mendes e Lena Silva
(2003, 4’05” – em inglês, com legendagem em chinês)
Um pixel como um ponto perfeitamente quadrado. Um corpo como um sítio perfeito.
Um sinal como uma direcção. Uma máquina como Deus. Uma TV como ponto de
encontro. Ela está em piloto automático...
- Who´s There? de Pedro Azevedo (2002,
9’30” – em inglês, com legendagem em chinês)
O voyeurismo é o tema abordado.
Quatro pessoas vivem na mesma casa e o mesmo medo.
A sensação cada vez mais presente de se ser observado leva a um estado de
vigilância permanente, do qual somos todos, ao mesmo tempo, agentes e vítimas.
Eles estão em todo o lado e mostram-se de uma maneira perversa.
- Remains de Sandro Aguilar (2002,
12’24”)
Tudo ameaça estalar e, no entanto, esta marcha devoradora aconteceu bem no
passado. Não restam gemidos no quarto ao lado, o vento deixou de assobiar nas
escadas, as partículas do ar atiram-se umas contra as outras, mas é apenas o
vazio contra o vazio.
- Keep Mooving 2 de Edgar Pêra (2004,
5’50”) – Estreia Mundial
Keep Mooving: Filme Maket. Super 8 Cine – Diário rodado em Xangai e Pequim. 1
de outubro de 2004. 55 anos de Re-volução. Patrocínio: ZDB (Galeria Zé dos
Bois, Lisboa)
Notas Biográficas
Hanspeter Ammann, Curador Nasceu
em 1953, em Zurique, na Suíça, e iniciou a sua carreira artística há cerca de
vinte anos, quando a ARTE VÍDEO não tinha sido ainda implementada na Europa.
É autor de inúmeros trabalhos, que, desde 1979, têm sido apresentados em
locais como Frankfurt, Alemanha (Phönix, 1981); Locarno, Suíça (Festival
Internacional de Vídeo, 1982); Montreal, Canadá (Vídeo 84); Nova Iorque (FRI.ART,
1985); Linz, Áustria (Ars Electronica, 1987); Lisboa. Portugal (Transformações,
1990); Porto (Fundação de Serralves, 1994); Grenoble, França (MAGASIN, 1996);
Helsínquia, Finlândia (Av Ark, 1996); Amsterdão, Holanda (Rialto, 1997);
Varsóvia, Polónia (British Council, 1999); São Paulo, Brasil (Itaú Cultural,
1999); Hong Kong (Microwave, 1999); Londres, Inglaterra (LUX, 2000);
Barcelona, Espanha (OVNI, 2000); Ütrecht, Holanda (Impakt, 2001), México (VIDARTE,
2002) e Barcelona, Espanha (CCCB, 2003), apenas para indicar alguns.
Os seus vídeos foram transmitidos em muitas das estações de televisão
europeias, tendo sido galardoado com diversos prémios em concursos
internacionais. Para promover esta fascinante, mas ainda relativamente jovem
forma de expressão artística, Ammann começou a organizar mostras arte vídeo
internacionais para museus e festivais.
Os seus laços com Macau remontam há alguns anos, quando começou a coordenar
cursos para o Instituto de Estudos Europeus de Macau e, gradualmente, foi-se
apaixonando pelo território e pelo povo de Macau.
Lurdes Cardoso Lopes, Curadora
Nasceu em Lisboa em 1973. Em 1996 terminou a Licenciatura em Ciências da
Comunicação (especialização em Cinema) na Universidade Nova de Lisboa. Em
2000/2001 passou pela Universidade de Barcelona onde frequentou a Pós–Graduação
em Gestão e Políticas Culturais e presentemente frequenta o Mestrado em
Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias na Universidade Nova de Lisboa.
Estudou também Vídeo e Documentário.
Passou pela experiência dos cineclubes e desde 1996 que trabalha na Videoteca
Municipal de Lisboa. É a partir daí que organiza numerosas Mostras de Cinema e
Vídeo exibidas em Portugal e no estrangeiro. Fez parte da Direcção do
VideoLisboa – Festival Internacional de Vídeo de Lisboa. Foi júri em vários
festivais.
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