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XVI Festival de Artes de Macau
O Instituto Cultural do Governo da R.A.E. de
Macau promove, entre 7 de Março e 2 de Abril de 2005, o XVI Festival de Artes
de Macau (FAM).
Esta edição do FAM prolongar-se-á por vinte e cinco dias, contando com 18
programas e 26 representações provenientes da China Continental, Taiwan, Coreia
do Sul, Portugal, Suíça, Brasil, Canadá, EUA, Índia, para além de Macau, que
incluem a IV Mostra Internacional de Arte Vídeo, uma retrospectiva de 100 anos
de cinema chinês e a Exposição Anual de Artes Visuais 2005, num total de 30
apresentações. O programa variado do FAM propõe formas diversas das artes do
espectáculo: ópera Kun, ópera Yue e ópera cantonense; teatro em patuá, teatro de
marionetas e teatro musical; música erudita, música tradicional chinesa e
indiana, música pop portuguesa, musica de percussão coreana e forró brasileiro;
e dança moderna. Estes espectáculos realizam-se em vários locais da cidade, como
a Praça do Leal Senado, a Casa da Família Lou (Kam Iok Tong), as Ruínas de São
Paulo, o Centro Cultural de Macau, entre outros locais.
O Festival de Artes de Macau tem como objectivo divulgar a cultura chinesa,
mostrar criações artísticas de elevada qualidade e promover o desenvolvimento
das artes em Macau.
O espectáculo de Ópera Kun “O Pavilhão das Peónias” (Partes I, II e III),
pelo Teatro de Ópera Kun de Suzhou (dias 7,8,9/3 no Centro Cultural de Macau,
Grande Auditório, pelas 20:00 horas) inaugura o evento. A Ópera Kun é a mais
antiga e uma das mais influentes tradições teatrais da China, sendo representada
em muitas zonas do país. Em Maio de 2001, a Organização das Nações Unidas para a
Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), classificou a Ópera Kun como uma das
“obras-primas do património oral e intangível da humanidade.” A Ópera Cantonense
marca ainda lugar no FAM com o espectáculo “O Gancho de Jade” levado à
cena pela Associação de Espectáculos de Ópera Chinesa U Lok Chi Iao de Macau (dias
18,19/3 no Teatro Alegria, pelas 19:30 horas). Considerada uma das dez
comédias clássicas chinesas, é uma peça teatral do estilo Sheng Dan. Esta ópera
conta a história comovente do amor existente entre um homem e uma mulher na
China antiga, revelando o elevado nível da produção artística local. O FAM conta
ainda com espectáculos de Ópera Yue, nomeadamente “Excertos de Ópera Yue”,
pela Companhia Xiaobaihua de Ópera Yue da Província de Zhejiang (dias 26,27/3
nas Ruínas de S. Paulo, às 16:00 e 11:00 horas, respectivamente) e “A
História da Biblioteca da Família Fan” pela mesma companhia (dia 30/3 no
Centro Cultural de Macau, Grande Auditório, pelas 20:00 horas). Esta nova
ópera Yue constitui a primeira ópera que se afasta dos temas tradicionais na
história do teatro chinês, do “homem talentoso e da mulher bela” e a primeira
manifestação da amplitude e importância da cultura da colecção de livros na
China através da representação teatral e do canto.
A Orquestra Chinesa de Macau apresenta o Concerto Comemorativo do
100.º Aniversário do Cinema Chinês (dia 12/3 no Centro Cultural de Macau,
Grande Auditório, pelas 20:00 horas). “Amor Incessante”, “A História de A
Lang”, “A Cantora no Topo do Mundo”, “Anjo na Rua” e “O Visitante Vindo da
Montanha de Gelo” são filmes universalmente apreciados que constituem motivo de
orgulho para os autores do cinema chinês de várias gerações. A Orquestra Chinesa
de Macau apresenta neste concerto músicas das bandas sonoras desses filmes. O
programa do FAM inclui ainda o Ciclo de Cinema “Retrospectiva de 100 Anos de
Cinema Chinês” (inauguração no dia 27/3 no Cinema Alegria, pelas 19:30 e
21:30 horas). Esta retrospectiva de doze filmes de épocas diferentes,
mundialmente famosos e inúmeras vezes premiados, retrata as transformações
sociais gigantes que ocorreram na China nos últimos cem anos, a sua amplitude e
alcance.
Este ano o FAM apresenta a IV Mostra Internacional de Arte Vídeo (dias
19,20,25,25/3 no Auditório do Museu de Macau, às 16:30 e 20:00 horas [dia 25/3]).
O Instituto Cultural crê ter chegado o tempo de instituir este como um dos
programas nobres do Festival, firmando assim o seu compromisso na divulgação da
jovem arte do vídeo. Este ano duplicou esforços e em vez de um apresenta dois
programas distintos: o primeiro é "O Poder da Criatividade", mais uma vez curado
por Hanspeter Ammann, psicólogo e artista de vídeo suíço, que apresenta catorze
trabalhos recentes de artistas de todo o mundo, com uma forte presença de
autores e temas asiáticos. O segundo é uma “Mostra de Vídeo Português”, co-organizada
com a Videoteca da Câmara Municipal de Lisboa, curada por Lurdes Lopes, a qual
apresenta também um programa preparado especialmente para o XVI FAM, constituído
por uma selecção de doze obras representativas do melhor que se tem feito em
Portugal nos últimos anos, na área do vídeo. A IV Mostra Internacional de Arte
Vídeo de Macau apresenta assim um programa mais amplo, mais rico, sem nunca
perder a qualidade que garantiu o sucesso das anteriores edições: a sua
diversidade multicultural, espelho da cidade em que vivemos!
Portugal marca ainda presença neste Festival de Artes através do cantor
Sérgio Godinho (dia 27/3 no Centro Cultural de Macau, Grande Auditório,
pelas 20:00 horas). Com mais de 30 anos de carreira, 20 discos, centenas de
espectáculos e algumas das mais belas canções de sempre da música portuguesa no
seu curriculum, Sérgio Godinho é um ícone da música popular portuguesa. Um
arquitecto de palavras. E, três décadas depois, continua ambicioso de novidade,
sempre em busca de novos caminhos, novas linguagens para a sua música. Sérgio
Godinho oferece ao público um espectáculo que é um verdadeiro mosaico de emoções,
percorrendo todos os grandes momentos da sua carreira, sempre como espaço para
surpresas e novas roupagens sonoras.
A Exposição Anual de Artes Visuais de Macau 2005 “Património Cultural de
Macau: Para Além da História” é composta por 125 obras de artistas locais (inaugura
dia 25/3 na Galeria Tap Seac, pelas 18:30 horas – patente até dia 29/5,
diariamente entre as 10:00 e as 19:00 horas). Estas exposições anuais visam
estimular a criatividade artística, procurar novos talentos e promover as
diferentes formas de expressão artística. Ao promover a inovação técnica, o
evento visa também encorajar a expressão artística. Nesta edição, os
participantes foram inspirados a explorar os inumeráveis aspectos da cultura de
Macau ao longo do curso da sua história. As 125 obras que constituem a exposição
foram escolhidas de um total de 350 obras submetidas, por um júri composto por
cinco peritos de diferentes áreas das artes visuais: Dong Xiao Ming, Yu Chang,
Chen Hsien Tung, Tommy Lee e David Miller, provenientes da China Continental,
Taiwan, R.A.E. de Hong Kong e Canadá. Realizar-se-ão, no âmbito da exposição,
várias actividades educacionais, que incluem workshops escolares e workshops
familiares, promovendo a educação artística.
Na área do Teatro, o Grupo de Teatro Dóci Papiaçám di Macau apresenta uma nova
peça em patuá, “Anjo di Mar, Fula di Céo...” (“Uma Sereia... do Céu...”)
(dias 18,19,20/3 no Centro Cultural de Macau, Pequeno Auditório, pelas 16:00
[dia 19/3] e 20:00 horas). O teatro musical multimédia marca ainda presença
com o espectáculo “Leitmotiv” (dias 15,16/3 no Centro Cultural de
Macau, Grande Auditório, pelas 20:00 horas) pela companhia Les Deux Mondes,
do Canadá. Relatando o drama de uma paixão passada em tempo de guerra,
“Leitmotiv” gira à volta de um homem e uma mulher de facções opostas que lutam
pela preservação do seu amor enquanto a guerra civil dilacera o seu país
dividido. Esta peça, representada por dois actores e uma mezzo-soprano, emprega
uma variedade de linguagens teatrais e tecnologia multimédia de realidade
virtual, inspirando-se numa magnífica partitura musical. O FAM conta ainda com
uma nova peça de teatro em cantonense, “A Nossa Vida”, de Raymond To (dias
25,26/3 no Centro Cultural de Macau, Pequeno Auditório, pelas 20:00 horas),
conhecido dramaturgo de Hong Kong, levada à cena pela companhia de Macau Teatro
de Lavradores, única entidade profissional no círculo do teatro de Macau. Trata-se
de uma comédia moderna que descreve a fisionomia humana multicolor de Macau
através da representação, do canto e da dança, revelando o novo panorama da
produção teatral local. Os mais pequenos poderão ainda contar com a peça de
teatro de marionetas “O Casamento dos Ratos”, pelo Centro de Marionetas
TTT, de Taiwan (dia 26,27/3 no Kam Iok Tong, pelas 15:00 e 18:00 horas).
Baseada na velha lenda popular de Ano Novo de Taiwan “A Noiva Rato”, esta peça
combina marionetas de luva, uma marioneta de varas e um narrador, com
acompanhamento musical ao vivo.
Na área da Música, a Orquestra de Macau apresenta mais um Concerto do Ciclo
Mozart (4.º Concerto): Concerto de Páscoa (dia 26/3 na Igreja de S.
Domingos, pelas 20:00 horas), que conta com a participação da soprano Chen
Xiao Qun, da contralto Yang Jie, do tenor Song Bo, do baixo Zhang Jian Lu e de
The Hong Kong Oratorio Society, sob a direcção do Maestro Michael Lloyd. Do
programa consta a famosa Missa de Requiem de Wolfgang Amadeus Mozart. Do Brasil
surge, pela primeira vez em Macau, uma das mais famosas cantoras populares do
nordeste brasileiro, Elba Ramalho (dia 19/3 no Centro Cultural de
Macau, Grande Auditório, pelas 20:00 horas). Os espectáculos de Elba Ramalho
abrangem todos os públicos. Em feiras e convenções, festivais de jazz e rock,
festas juninas e carnavais, jovens e adultos de todas as classes são tocados
pela diversidade do seu repertório e pelas suas extraordinárias interpretações.
O programa do FAM conta ainda com um concerto no qual actuarão o grupo Divana,
Músicos e Poetas do Rajastão, proveniente da Índia e o grupo de percussão
sul-coreano Dulsori, Som da Natureza (dia 1/4 no Largo do Senado,
pelas 20:00 horas). Emocionante, divertida e enigmática, são apenas alguns
dos adjectivos para descrever o encanto da música popular do Rajastão, do norte
da Índia. Desde 1991 que este grupo tem estado na vanguarda na execução das
formas mais originais da música cigana. O grupo de percussão sul-coreano Dulsori
privilegia os ritmos e a música tradicional coreana com um estilo moderno. O
grupo encoraja o público a participar nos seus espectáculos, criando uma
atmosfera festiva e permitindo-lhe experimentar a vivacidade e a energia da
graça e da cultura asiáticas, reduzindo a distância entre as duas partes.
A Dança Moderna marca presença no Festival com o grupo Pilobolus Dance
Theatre, proveniente dos EUA (dias 24,25/3 no Centro Cultural de Macau,
Grande Auditório, pelas 20:00 horas). Criada no Dartmouth College, no New
Hampshire, em 1971, Pilobolus Dance Theatre captou a atenção do mundo com o seu
estilo de movimentos extravagantes e rolantes através dos quais os corpos dos
bailarinos servem de peças de Lego humanas que formam grupos, pirâmides e formas
esculturais. Durante mais de 30 anos, a amplamente premiada PDT tem coreografado
e viajado continuamente, representando nos palcos e televisões de todo o mundo.
Presentemente, possui um repertório de 85 trabalhos, alguns dos quais fazem já
parte dos repertórios de outras companhias de dança importantes.
A encerrar o FAM, o espectáculo Carmina Burana de Carl Orff (dia 2/4
no Centro Cultural de Macau, Grande Auditório, pelas 20:00 horas), no qual
colaboram a Orquestra de Macau, o Teatro de Ópera de Xangai e o Conservatório de
Macau. Carmina Burana é uma das mais penetrantes obras-primas corais do
último século. Orff utilizou poemas de monges do Séc. XIII e adaptou-os por meio
de ritmos novos e efeitos de percussão surpreendentes. Esta rara combinação de
música coral e ritmos modernos, interpretada pela Orquestra de Macau e
coreografada por Ying E Ding, sob a direcção do Maestro Zhang Guo Yong, promete
uma experiência memorável.
Serão também organizados workshops e conferências sobre os eventos, com o
objectivo de estimular o interesse da população pelas artes. Como já vem
acontecendo em edições anteriores do FAM, será permitido o acesso do público aos
ensaios de alguns dos espectáculos.
Os bilhetes para o XVI Festival de Artes de Macau encontram-se à venda a
partir das 10:00 horas do dia 30 de Janeiro de 2005, nos postos de venda
da Rede de Venda de Bilhetes Kong Seng. Está disponível uma variedade de planos
de descontos (até o máximo de 40%). O material publicitário, disponível nos
postos de venda de bilhetes, fornece mais detalhes sobre o programa.
Para mais informações sobre o XVI FAM é favor visitar o sítio do IC na Internet:
www.icm.gov.mo
E-mail: fam@icm.gov.mo
Informações: (853) 555555 Macau
(852)23805083 Hong Kong
Reservas online: www.macauticket.net
O XVI Festival de Artes de Macau conta com o apoio do Instituto para os Assuntos
Cívicos e Municipais e da Direcção dos Serviços de Turismo. |