menuP
 
 
 


Desde que Macau regressou à Soberania Chinesa em 1999, o Instituto Cultural do Governo da Região Especial Administrativa de Macau tem organizado a Exposição Anual de Arte de Macau, em Março de cada ano, durante o Festival de Artes de Macau. Até agora realizaram-se quatro exposições: “Paisagens de Macau” (aguarela e fotografia) em
2001, “Património Cultural de Macau” em 2002, “Tesouros Chineses” em 2003 e “China e o Ocidente: Influência Cultural e Inovação” em 2004. Seguindo as orgânicas das exposições internacionais e adoptando uma base temática, as exposições têm como objectivo estimular a criatividade artística, descobrir novos talentos e promover a utilização de novos materiais. Ao mesmo tempo que promove a inovação técnica, o evento também encoraja a expressão artística de ideias. O Instituto Cultural convida personalidades especializadas em várias áreas de conhecimento de outras regiões fora de Macau para formar um painel de selecção e organizar conferências e discussões de forma a ampliar os conhecimentos teóricos e práticos dos artistas locais.

 Para os artistas o evento é mais do que uma plataforma de lançamento em exposições locais; providencia-lhes a oportunidade de interacção cultural e de participação em exposições fora de Macau. As exposições anteriores foram apresentadas em Chongshan, Shenzhen, Nanjing, Beijing, Suzhou e outras regiões, e o Museu Nacional de Arte da China adquiriu vários trabalhos, dando grande publicidade aos artistas de Macau.

Como complemento da exposição também existem várias actividades educacionais relacionadas com as artes visuais. Têm-se desenvolvido várias actividades com o apoio de escolas de arte como o Instituto Politécnico de Macau. Entre estas actividades destacamse: “sessões escolares,” dirigidas a estudantes em universidades locais, escolas secundárias, primárias e pré-escolas, e “sessões de arte para famílias,” destinadas a aconselhar os pais a sensibilizarem os seus filhos. Com o passar dos anos as várias sessões de trabalho que têm ocorrido durante a exposição têm-se desenvolvido e aperfeiçoado, tanto na forma como no conteúdo, e são agora apreciadas localmente como modelo experimental de educação artística. Para além disso, as sessões têm servido de fórum para a troca de ideias sobre o ensino das artes visuais multimédia, composição de planos de ensino, planeamento de eventos e formação de professores. Através do progresso e aperfeiçoamento contínuos, a exposição tem conseguido descobrir novos talentos, promover a educação artística e aumentar a qualidade da arte em Macau, recebendo muito apoio e atenção por parte dos residentes locais.

Em 2004, logo que a exposição “China e o Ocidente: Influência Cultural e Inovação” ocorrida durante o 15º Festival de Artes terminou, o Instituto Cultural convidou os membros das 34 associações de arte locais a comparecer na Galeria Tap Seac e a discutir o tema e planeamento da exposição de 2005. Finalmente, decidiram-se pelo tema “Património Cultural de Macau – Para Além da História” e, depois de uma série de discussões e revisões, emitiram um comunicado a 7 de Agosto convidando à apresentação de candidaturas.

Com “Património Cultural de Macau – Para Além da História” como tema, os participantes foram incitados a explorar uma miríade de aspectos da tradição cultural de Macau. Os artistas tiveram a liberdade de expressar as suas ideias e transmitir os seus pontos de vista individuais, reflectindo o espírito contemporâneo e a proliferação artística em Macau.

Foram entregues 350 trabalhos por 177 artistas até ao fim de Outubro, incluindo 70 trabalhos em tintada- china, 41 caligrafias, 72 desenhos/pinturas/ gravuras, 109 fotografias, 20 esculturas, 8 instalações, 20 cartazes, 3 vídeos e 7 trabalhos em materiais mistos.

O painel de selecção foi constituído por cinco especialistas em vários campos das artes visuais, nomeadamente o Director de Arte do Instituto Cultural de Shenzhen, também Director do Instituto de Belas Artes de Shenzhen e pintor em tinta-da-china Dong Xiao Ming, o Reitor do Instituto de Escultura de Guangzhou e escultor Yu Chang, o famoso pintor Chen Hsien Tung, o estilista de Hong Kong Tommy Lee, e o fotógrafo canadiano e artista multimédia David Miller.

O processo de selecção decorreu a 12 de Novembro de 2004, tendo sido escolhidos 125 trabalhos, nomeadamente 18 trabalhos em tinta-da-china, 18 caligrafias, 36 desenhos/pinturas/gravuras, 24 fotografias, 11 esculturas, 5 instalações, 11 cartazes,
1 vídeo e 1 fibra têxtil.

A lista de trabalhos seleccionados foi publicada na página Macao Art Net www.macauart.net a 15 de Novembro. Dez dos trabalhos seleccionados foram considerados os “Dez Melhores” e serão anunciados na cerimónia de inauguração da exposição. A exposição decorrerá de 26 de Março a 26 de Junho de 2005 na Galeria Tap Seac.