Prefácio
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Workshop “Sentir a Arte, Sentir a Vida”
(Lam Sao Wa) |
O Instituto Cultural do Governo da R.A.E.
de Macau organizou, no âmbito do XIII Festival
de Artes de Macau, realizado em Março de 2002, a
exposição “Património Cultural de Macau”, tendo como
principal objectivo a apresentação do património
arquitectónico de Macau. Na mostra participaram 164
artistas de Macau, tendo sido apresentadas 235 obras
de arte. No mesmo âmbito, foi realizado um workshop
destinado aos estudantes dos liceus, das escolas
primárias e dos infantários de Macau, assim como aos
respectivos pais, no qual estes artistas amadores
criaram mais de 5000 obras de arte bi e
tridimensionais. Foi ainda realizado um seminário
sobre artes visuais, que alcançou grande êxito junto
da população local e de visitantes. Paralelamente à
promoção do projecto de candidatura do Património de
Macau a Património Mundial, e ao despertar da
consciência para a preservação do património, a
exposição, bem como os eventos a ela relativos,
contribuíram para o desenvolvimento da arte
contemporânea em Macau.
Após a realização do XIII Festival de Artes
de Macau, o Instituto Cultural deu, de imediato,
início aos preparativos para a exposição de 2003.
No sentido de complementar o projecto de
candidatura de Macau a Património Mundial e de
promover a consciência para a preservação do
património, o Instituto Cultural decidiu destacar oito
locais da China candidatos a Património Mundial:
Monumentos Históricos de Macau;
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Visita a Anyang (Lam Sao Wa) |
Diaolou, na Província de Guangdong; Tulou, na
Província de Fujian; Túmulos Ming, em Pequim;
Túmulo Xiaoling da dinastia Ming, em Nanjim;
Ruínas Yin, na Província de Henan; Socalcos de
Honghe, na Província de Yunan; e Três Rios
Paralelos, na Província de Yunan. Os artistas de
Macau foram convidados a visitar os oito locais e a
contribuir com interpretações artísticas em
formatos à escolha. “Tesouros Chineses” foi o título
atribuído a esta exposição de arte multimédia.
Em Junho de 2002, o Instituto Cultural de
Macau organizou uma recepção para dar a
conhecer aos artistas locais os pormenores e os
regulamentos da exposição “Tesouros Chineses”.
Na recepção estiveram presentes quarenta e seis
líderes e representantes pertencentes a vinte e seis
organizações artísticas e culturais de Macau, num
ambiente pleno de entusiasmo. O programa foi
colocado em prática em três vertentes distintas:
viagens organizadas pelo Instituto Cultural; viagens
organizadas por grupos e particulares da
comunidade; e visitas individuais aos locais. As
diversas actividades propostas obtiveram o total
apoio das organizações de artes visuais e dos artistas
de Macau. De Julho a Novembro de 2002, o
Instituto Cultural organizou um total de cinco
viagens com setenta e dois participantes, tendo as
associações e particulares da comunidade
organizado nove grupos, com sessenta participantes
no total, para visitar os sete sítios candidatos a
Património Mundial, localizados fora de Macau.
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Visita a Nanjing (Lam Sao Wa) |
A programa foi apoiado pela
entidade responsável pela administração do Património Cultural na China, que
estabeleceu ligações com as entidades administrativas competentes das
respectivas regiões. Os grupos artísticos de Macau foram calorosamente recebidos
pelas respectivas autoridades, organizações e população. Foram disponibilizados
guias profissionais para acompanharem os grupos, facilitando assim o normal
decurso da viagem. O programa abrangia uma enorme área geográfica, que se
estendia desde Macau, ao nível do mar, até aos planaltos cobertos de neve, a
4800 metros de altitude; desde as margens de Donghai até ao início da Grande
Muralha; e desde a região central do Vale do Rio Amarelo até às margens de
Changjiang, o que significa também que os artistas macaenses deixaram a sua
marca por toda a China. De tufões ao longo das margens do Nanhai a construções
em ruínas na região rural de Fujian, passando por uma tempestade e pela doença
da altitude no Planalto de Yungui, foram muitos os desafios que os artistas de
Macau tiveram de vencer, mas que, em contrapartida, foram largamente compensados
por terem tido a oportunidade de conhecerem de perto as maravilhas do património
cultural chinês.
No final do programa, foram
produzidas e entregues por 183 artistas um total de 1052 obras de arte, em
diversas formas. Pode considerar-se que se tratou de uma reacção esmagadoramente
entusiasta, que reflecte o interesse que os artistas de Macau nutrem pela China
e pela cultura chinesa.
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Visita a Yuanyang (Sunny Wong) |
O Instituto Cultural reuniu um
painel de selecção constituído por cinco artistas contemporâneos, a trabalhar em
diversas áreas artísticas na China e no estrangeiro, para seleccionarem as obras
a ser apresentadas na exposição, nomeadamente: Xu Jiang, Presidente da Academia
Chinesa de Belas Artes; Shigeo Fukuda, célebre designer japonês; Wenda Gu,
artista contemporâneo de Nova Iorque; Zhou Kai, pintor especialista em tinta da
china, oriundo de Shenzhen; e Wu Jiabao, Fundador e Presidente da Sociedade para
a Educação Fotográfica de Taiwan. Os membros do painel tiveram uma reacção muito
positiva face à qualidade do trabalho realizado pelos artistas de Macau,
particularmente trabalhos fotográficos e pósteres. Os juizes participaram também
num seminário organizado pelo Instituto Cultural, no qual deram extensas
palestras e apresentaram relatórios sobre os artistas de Macau, focando diversos
aspectos da arte contemporânea.
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Fazendo esboços em Kaiping (Lok Wai
Keong) |
Nesta exposição são apresentadas
269 obras seleccionadas, da autoria de 96 participantes, que podem ser
classificadas da seguinte forma: 46 trabalhos sobre os monumentos históricos de
Macau; 42 trabalhos sobre Diaolou; 35 relativos a Tulou; 36 respeitantes aos
túmulos Ming, em Pequim; 17 sobre o Túmulo Xiaoling, da dinastia Ming; 23 sobre
as Ruínas Yin; 35 obras sobre os Socalcos de Honghe; e 35 obras sobre os Três
Rios Paralelos. De acordo com o suporte artístico, apresentam-se 37 pinturas, 9
trabalhos de caligrafia, 15 desenhos, 3 gravuras, 15 pósteres, 184 fotografias e
6 vídeos.
Após a sua primeira exibição, no
Décimo Quarto Festival de Artes de Macau, estas obras de arte irão ser
apresentadas em várias outras exposições, tendo em vista promover o intercâmbio
artístico e cultural com outras regiões, enraizar a consciência pública para a
preservação do património e promover a apreciação dos “Tesouros Chineses”,
património colectivo da Humanidade.

Visita a Yongding (Lok Wai Keong) |
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Júri da Exposição: Xu Jiang, Wenda Gu,
Zhou Kai, Shigeo Fukuda, Wu Jiabao (esquerda) (Sio
In Leong) |
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Fotografando em Yuanyang (Sio In Leong) |
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Seminário sobre Artes Visuais
Contemporâneas “Contemplação e Descoberta” (Yip
Chun) |
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Visita a Pequim (Lam Sao Wa) |
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Visita a Kaiping (Lok Wai Keong) |
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Visita ao Glaciar Mingyong,Yunnan (Sio In
Leong) |
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Workshop “Sentir a Arte, Sentir a Vida”
(Lam Sao Wa) |
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