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Ao viver em Macau, sou de quando em quando surpreendido pelo seu requinte clássico, a simplicidade da sua elegância e a sua graça serena. Fico comovido duma forma que não consigo definir; sinto que a minha alma foi tocada de uma forma gentil mas profunda. Talvez estas emoções sejam o resultado do lugar que Macau, ao longo dos anos, tem vindo a sedimentar no meu coração; sinto que tenho a missão, como que decorrente das minhas emoções acumuladas ao longo dos anos, de registar os encantos desta pequena urbe e de os compartilhar com o mundo.

Desde os primeiros raios de sol até ao anoitecer, de câmara ao ombro, sigo as pegadas do passado, vagueando pela ruas e becos da cidade. Por todos os recantos procuro pedacinhos da sua história e do seu quotidiano, tentando imortalizá-los na minha lente e esperando que o poder da mágica arte da fotografia transforme esses momentos em imagens belas para apreço de quem as venha a admirar.

O frenesim da vida urbana traz-me à memória uma sinfonia de sons que se entrecruzam. Na amálgama de múltiplas imagens, as pessoas recordam o passado, a sua tranquilidade, e apercebem-se da história e da beleza de Macau.

Faço votos para que estas imagens reunam uma composição dos “Encantos do Passado” que Macau transporta e que possam ser partilhadas pelos meus familiares e amigos.