Lançamentos

Celebração do 30.o Aniversário do Festival Internacional de Música de Macau

Para comemorar os 30 anos do Festival Internacional de Música de Macau, organizado pelo Instituto Cultural, foi lançado o livro Celebração do 30.º Aniversário do Festival Internacional de Música de Macau. Esta publicação, que documenta a evolução do Festival de Música, inclui artigos dos anteriores directores artísticos e de estudiosos de Macau, oferecendo diferentes perspectivas da história de Macau em áreas relacionadas com a música.

Biografia de Manuel da Silva Mendes

Manuel da Silva Mendes foi uma importante personalidade de Macau na primeira metade do século XX. De espírito multifacetado, entre os vários cargos que desempenhou, foi professor, advogado e juiz. Apaixonado pela civilização e cultura chinesa, publicou vários artigos e livros sobre a temática, tornando-se um reputado sinólogo e um importante coleccionador de objectos de arte. Uma parte do seu vasto e rico espólio ainda hoje pode ser apreciado em Macau, terra adoptiva que escolheu para morrer em 1931.

Os Sabores das Nossas Memórias

“A tradição culinária macaense – resultante de cinco séculos de contactos constantes entre a Europa, a China e o Mundo – é hoje uma lembrança como poucas de que o nosso mundo é feito de encontros, de misturas e, depois, de novas separações, de re-significações, de novas identidades. O movimento é pendular mas é constante. Há algo de universal na comida que apela aos humanos e até grandes recorrências no paladar. Mas, ao mesmo tempo, a comida que escolhemos para nós e os nossos e que desejamos consumir é um dos repositórios mais incontornáveis dos nossos afectos identitários. Será isso um paradoxo? Seria, se a história não fosse uma constante transformação. [...] Fernando Sales Lopes, entendido como poucos, muito para lá do observador distanciado, é um observador participante. O seu texto guia-nos através de um percurso que parte da gastronomia propriamente dita – esses fascinantes sabores de diferença macaenses, cujas evocações são tão múltiplas e que acabaram por ser uma comida de identidade tanto em Macau, como um pouco por todo o mundo onde a diáspora macaense levou os cosmopolitas que em Macau se vão criando. Da gastronomia o autor leva-nos às vivências sociais que ela convoca: da mais simples malga de arroz branco aos elaboradíssimos banquetes dos dias de festa. Este livro, portanto, é uma porta aberta para bem mais do que uma comida – o que já não é pouca coisa – é todo um troço da história da globalização na qual estamos cada vez mais envolvidos e que está inscrita em condimentos, em molhos, em modos de fazer e, sobretudo, em formas de fazer gente, de produzir pessoas através da consubstancialidade que a comunhão gastronómica produz. Longa vida à gastronomia macaense!”

Vasos de Flores do Museu do Palácio