Orquestra de Macau
A Orquestra de Macau é uma orquestra profissional dependente do Instituto Cultural do Governo da RAEM. Fundada em 1983, na Academia de Música S. Pio X, por iniciativa do Padre Áureo de Castro e de um grupo de músicos amadores, a Orquestra de Macau foi integrada em 1984 no Instituto Cultural (ex-Instituto Cultural de Macau), tendo actuado sob a orientação de vários maestros: Stuart Bonner (1983-1984), Doming Lam (1984-1989) e Veiga Jardim (1989-1995). Depois da reformulação sofrida em 1995 e sob a batuta do Maestro Yuan Fang (1995 a 2000), tornou-se a única orquestra profissional em Macau. Em 2001, o Instituto Cultural do Governo da R.A.E. de Macau entendeu ampliá-la por forma a que esta dispusesse de dois elementos em cada naipe de instrumentos de sopro. Em 2002, foi-lhe atribuído um novo nome, Orquestra de Macau e En Shao tornou-se, a partir de Novembro do mesmo ano, o seu Maestro Principal e Director Musical. Em 2003, a entrada de novos músicos provenientes de várias partes do mundo e o “Concerto de Gala da Orquestra de Macau”, realizado em Setembro do mesmo ano, abriram uma nova página na história da Orquestra. Em Setembro de 2008, Lü Jia inicia as funções de Director Musical e Maestro Principal, abrindo, uma vez mais, um novo capítulo na história da Orquestra.
Nos últimos vinte anos, a Orquestra tem desempenhado um importante papel no panorama musical de Macau. Desde 1989, participa anualmente no Festival Internacional de Música de Macau e no Festival de Artes de Macau. Para além das obras que apresenta regularmente, a Orquestra de Macau interpreta também grandes obras do repertório sinfónico e coral sinfónico, proporcionado assim ao público um repertório mais vasto e diversificado. Desde Setembro de 2003, a Orquestra deu início à divisão da sua Temporada em Ciclos de Concertos, no âmbito dos quais tem vindo a apresentar, de forma compreensiva e sistemática, programas de música clássica chinesa e estrangeira, e assim encorajando o interesse por parte de uma público mais alargado. Através do seu refinado estilo e de concertos de elevada qualidade, a Orquestra tornou-se um símbolo da prosperidade de Macau como cidade cultural internacional.

Músicos de reputação internacional têm contribuído para o prestígio da Orquestra, destacando-se, entre outros, John Lill, Vladimir Feltsman, Boris Berezovsky, Tamás Vásáry, Nikolai Demidenko, Kun Woo Paik, Michel Dalberto, Fou Ts’ong, Lang Lang, Yundi Li, Chen Sa, Maria João Pires, Makoto Ozone, Pinchas Zukerman, Joshua Bell, Cho-Liang Lin, Antje Weithaas, Yu Lina, Li Chuanyun, Sarah Chang, Akiko Suwanai, Xue Wei, Qian Zhou, Ning Feng, Huang Mengla, Zhu Dan, Wang Jian, Qin Liwei, Hui He, Liao Changyong, Song Zuying, Zhang Liping, Zhang Jianyi, Lin Wangjie, Erich Kunzel, Jacques Delacôte, Okko Kamu, Matthias Bamert, Edvard Tchivzhel, Lü Shao-chia, Tang Muhai, Chen Zuohuang, Chen Xieyang, Yip Wing-sie, Hu Yongyan, Zhang Guoyong, Yu Feng, Lam Bun-ching, Huang Anlun e Min Huifen.
Em Outubro de 1997, a Orquestra foi convidada a deslocar-se a Chengdu, na Província de Sichuan, onde realizou dois concertos integrados no V Festival de Artes da República Popular da China. Em Junho de 1999, realizou uma digressão a Portugal e a Espanha, onde apresentou oito concertos em cinco cidades. Em Outubro e Novembro do mesmo ano, efectuou outra digressão à R.P.C., onde realizou concertos integrados no II Festival Internacional de Música de Pequim e no I Festival Internacional de Artes de Xangai, tendo tocado no Salão de Música de Pequim e no Grande Teatro de Xangai, com grande sucesso.
Desde Maio de 2005, para além de múltiplos concertos efectuados na região do Delta do Rio das Pérolas, a Orquestra realizou ainda oito digressões ao Interior da China onde apresentou, com grande êxito, trinta concertos em várias cidades, incluindo Pequim, Tianjin, Xi’an, Xangai, Chengdu, Chongqing, Kunming e Nanning. Participou também no VII Festival Internacional de Artes de Xangai, no VIII Festival de Artes da China (Província de Hubei) e realizou um concerto integrado na inauguração da Temporada do Centro Nacional de Artes Performativas, em Pequim, assim como uma actuação integrada no “Festival Internacional de Artes 2009 - A Primavera de Xangai”. Ao desempenhar um importante papel nas comemorações do 10º aniversário da transferência da administração de Macau em 2009, a Orquestra de Macau apresentou com sucesso os seus encantos e solidez, tornando-se uma marca cultural de Macau, para além de promover energicamente o desenvolvimento cultural da R.A.E. de Macau e a imagem cultural do território.
Dedicada à organização de actividades relacionadas com a educação artística visando diferentes grupos etários da população, a Orquestra proporcionou numerosas oportunidades aos estudantes de música locais para demonstrarem os seus talentos. Nos últimos anos, a Orquestra organizou uma série de actividades nas suas temporadas de concertos, incluindo “Concertos Escolares”, Concertos Universitários”, ‘Viagem ao Mundo da Música”, “Arte Florescente” e “Concertos ao Ar Livre”, assim como os novos ciclo de “Concertos Familiares” e “Caleidoscópio Musical”, a iniciar no corrente ano, os quais ajudaram a formar gradualmente um sistema artístico, educacional e promocional integrado, o qual demonstra o cuidado e a preocupação continuada da R.A.E. de Macau com o nível cultural dos residentes locais, em especial dos adolescentes.